Violência
zero
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Estudo
da Fundação João Pinheiro mostra que 24% dos municípios mineiros
são ilhas de paz, onde crimes considerados violentos só chegam
pelas ondas do rádio e da TV; Entre Rios está entre os municípios. |
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Conforme
pesquisa da Fundação João Pinheiro (FJP), 24% das cidades do
Estado vivem em relativa paz, livres dos cinco delitos
considerados violentos pelo Código Penal: homicídio,
tentativa de homicídio, estupro, roubo e roubo à mão armada.
Os dados referem-se às ocorrências registradas pela Polícia
Militar apenas de abril a junho de 2004, mas, em vários
locais, a tranqüilidade nas praças, comércios e moradias é
um estado permanente.
O “mapa da paz” engloba municípios de todas as regiões do
Estado, a maioria com até 10 mil habitantes e um estilo de
vida tipicamente rural. A economia, em geral, é sustentada
pela pecuária e agricultura. O porte das cidades facilita a
vigilância, que é feita tanto pela polícia quanto pelos
próprios moradores. E a estrutura social, marcada por
diferenças menos evidentes, contribui para que poucas
pessoas se alistem no mundo do crime. O resultado é um
histórico de delitos mais leves, como furtos ou brigas, que
livra os moradores de obrigações como tentar se esconder
atrás de cercas elétricas, contratar vigias e trancar a casa
para se proteger dos bandidos.
“O criminoso dos grandes centros, em geral, tem uma história
de vida na rua. É a partir daí que se dá sua inserção no
crime. As pequenas cidades, normalmente, conseguem levar
serviços mínimos, como educação, saúde e emprego, à
população, o que permite mais qualidade de vida”, explica o
criminólogo Emerson Tardieu, da Fumec. Ele observa que,
geralmente, Justiça e polícias trabalham com mais agilidade
nesses locais, o que diminui a impunidade e torna a
delinqüência menos atraente.
Outra vantagem, segundo o especialista, é a proximidade,
tanto afetiva quanto geográfica, entre os moradores, que
ajuda no conhecimento de condutas. “Todos sabem quem tem
envolvimento com drogas ou o costume de praticar delitos.
Assim, fica mais fácil monitorar, inibir e prender os
bandidos”, esclarece ele.
Paz na vizinhança de áreas inseguras
O roteiro da paz não exclui nem cidades vizinhas a regiões
de alta criminalidade. Menos de 60 quilômetros separam a
tensão de BH das ruas e praças tranqüilas de Nova União. No
município, onde trabalham apenas dois policiais civis e
sequer existe carceragem, a única prisão em flagrante de
2004 foi a de um rapaz que levou panelas e cobertores de um
acampamento.
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Em Entre Rios de Minas, cidade de 13 mil habitantes, na região Central
do Estado, o último homicídio foi registrado há três anos. O cabo Kléber Gonçalves
Marques, que há dez trabalha no 3º Pelotão da PM, só se
lembra de um assalto, quando roubaram R$ 30 de um
pedreiro, dentro do banco. Ele diz que, desde que
chegou, a arma que leva na cintura serviu mais de peça
decorativa: “Nunca precisei dar um tiro. Cacetete, só
levantei para intimidar”.
Na cidade, a média de ocorrências atendidas pela PM é de
três por dia. De todos os telefonemas, 50% são trotes e
apenas 12% dão realmente trabalho aos 20 militares, que
se dividem em quatro turnos. “A maioria dos casos, um
psicólogo resolveria. |
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Vívian sai para almoçar sem precisar fechar o depósito
em que trabalha |
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Funcionária de um depósito de material de construção, Vívian
Resende, de 20, se permite até sair para almoçar, no andar
superior, deixando a loja aberta. “Em seis anos, nunca
entrou marginal”, diz.
Em geral, temos que resolver desavenças de vizinhos,
resgatar bêbados e separar brigas de casais”, constata
Marques.
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Não é por acaso que o vaqueiro Mário Malaquias Rodrigues, de
55, é tão despreparado para uma emergência. “O telefone
da polícia? Agora, você me apertou. Na verdade, não
convivo com esse povo. Aqui, entra delegado, sai
delegado e eu nem fico sabendo”, justifica ele, dizendo
que, desde que nasceu, nunca foi abordado por um ladrão.
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Mário Rodrigues, com a vaca Maravilha, em
Entre Rios, nem sabe o telefone da polícia |
Fábio Fabrini /Emmanuel Pinheiro - Estado de
Minas
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Controle leiteiro na
fazenda
Na pecuária moderna, uma ferramenta
zootécnica de relevada importância é o controle leiteiro. Além de aferir a
capacidade de produção de leite de uma vaca, serve, também, para
estimativas de produtividade e seleção do rebanho.
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Passo-a-passo
Para um bom resultado com o controle leiteiro, uma rotina de passos
deve ser seguida na propriedade:
1) Ao iniciar o controle leiteiro em um rebanho, recomenda-se
controlar inicialmente apenas as vacas recém-paridas, ou seja, com
mais de cinco e menos de 45 dias pós-parto, que serão controladas até
o fim da lactação. Mensalmente, novas vacas recém-paridas entrarão no
sistema e, ao final de um ano, todas as vacas já estarão sob o
controle leiteiro;
2) O leite de cada vaca deve ser pesado mensalmente, utilizando-se
balanças apropriadas; |
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3) Todas as vacas devem ser identificadas
utilizando-se, preferencialmente, brincos de orelha. Cada vaca
deve ter ficha
individual de anotações;
4) As ordenhas devem ser completas, ou seja, retirar todo o leite
possível, não deixando nada para o bezerro no caso de ordenhas com
bezerro ao pé. Pesquisas mostram que o jejum de um dia por mês não
prejudica nem interfere na
criação de bezerros;
5) O controle leiteiro deve ser feito em uma, duas ou três
ordenhas diárias, conforme o sistema adotado na propriedade e em
quaisquer dos casos recomenda-se fazer a esgota total na tarde
anterior ao dia do
controle leiteiro;
6) Sempre que possível, coletar amostra individual de leite para
determinação de gordura, proteína, lactose ou outro tipo de
análise, como por exemplo, contagem de células somáticas;
7) Resultados de pesquisas em países de pecuária mais evoluída
indicam que os rebanhos participantes de controle leiteiro oficial
têm maior produtividade por vaca do que aqueles que não o
executam, certamente devido à utilização das informações que esse
instrumento zootécnico oferece.
Fonte: Embrapa – Centro Nacional de Pesquisa de Gado de Leite (CNPGL)
- Médico veterinário Elmer Ferreira Luiz de Almeida, coordenador
técnico de Bovinocultura da Emater-MG * E-mail:
criacoes@emater.mg.gov.br |
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Tempo bom para colheita de café
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A
presença de uma massa de ar quente e seco sobre o Sudeste do
Brasil impediu que a frente fria que atou no Sul do País na semana
passada chegasse até Minas. |
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Assim, as condições climáticas se caracterizaram por altas
temperaturas e ausência de chuvas contínuas. Algumas pancadas de
chuvas, no entanto, foram registradas no Sul de Minas, Zona da Mata e
Rio Doce. Nas demais regiões, as precipitações ficaram abaixo do
esperado, sendo que o Noroeste e Alto São Francisco foram as regiões
mais afetadas pela falta de chuvas.
A associação das altas temperaturas, que chegaram a 36o C no Norte de
Minas, com a ausência de chuvas, contribuiu para uma acentuada redução
do nível de água no solo em praticamente todas as regiões,
principalmente no Noroeste, onde os agricultores estão tendo que
acionar com maior freqüência os sistemas de irrigação, para evitar o
estresse hídrico. |
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Apesar disso, o nível de água nos
reservatórios e mananciais da região encontra-se elevado devido ao
grande volume de chuvas ocorrido em fevereiro e março. Para
os próximos dias, a meteorologia prevê que na maior parte do Estado o
tempo vai permanecer entre nublado e parcialmente nublado, com
continuidade da redução das chuvas, sendo que no Sul de Minas e Zona
da Mata podem ocorrer pancadas de chuva, devido à elevação dos níveis
de umidade do ar. As temperaturas devem apresentar ligeira elevação.
As condições climáticas, principalmente a redução das chuvas,
beneficiam as atividades de colheita do café, que já se iniciaram em
algumas regiões do Estado. |
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Feijão
em alta
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O Informe Agropecuário Feijão de Alta Produtividade, publicado pela
Empresa de Pesquisa Agropecuária de Minas Gerais (Epamig), reúne
informações para quem deseja aumentar a produtividade e o lucro com
a cultura. A publicação apresenta novas tecnologias e melhores
técnicas de manejo da cultura, abordando todos os aspectos que
envolvem o plantio de feijão no Estado. Indicado para grandes,
médios e pequenos produtores, o Informe busca atender às
necessidades do agricultor quanto à utilização das inovações
surgidas para a cultura de feijão. A adoção de tecnologias
oferecidas pela pesquisa garante maiores ganhos e melhores condições
de trabalho para o produtor. Na publicação, estão reunidos artigos
de vários pesquisadores da Epamig e de instituições de pesquisa e
universidades do Brasil. Entre os assuntos, destacam-se o uso de
sementes de qualidade, melhoramento genético, plantio direto,
adubação, irrigação, controle de plantas daninhas, pragas e doenças.
O Informe Agropecuário custa R$ 12. Informações na Epamig - Serviço
de Assinaturas (31) 3488-6688 ou pelo e-mail
publicacao@epamig.br |
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Comida
da terra - Dona Lucinha
Bolo de milho verde
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Ingredientes
4 espigas de milho verde
3 ovos
12 colheres (sopa) de flocos de milho
250g de açúcar
1/4 de litro de leite
1/4 de queijo-de-minas meia-cura
1 colher (sopa) de fermento em pó
1 pitada de sal
Erva-doce a gosto
Açúcar fino e canela em pó, o necessário |
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Os segredos
Ralar o milho em ralo fino e reservar. Bater as claras em neve e
reservar. Bater bem as gemas com o açúcar, juntar o leite, o sal, os
flocos de milho, a erva-doce, o milho e misturar bem. Por último,
adicionar o queijo e o fermento; mexer levemente. À parte, untar uma
fôrma própria com manteiga. Polvilhar com flocos de milho e desprezar
o excesso. Despejar toda a massa e levar ao forno quente para assar.
Ao corar, retirar o bolo do forno, polvilhar com açúcar e canela e
voltar ao forno para terminar o processo de assar. Em geral, o bolo de
milho leva um pouco mais de tempo no forno que os de trigo. O tempo
médio é de aproximadamente 40 minutos. |
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O potencial do agronegócio mineiro
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Não é novidade para ninguém que
Minas Gerais tem tradição na agropecuária, atividade que vem
ajudando o Estado a manter-se como o segundo exportador nacional.
É o maior produtor nacional de café e leite, o principal estado
reflorestador do Brasil, com área de 1,7 milhão de hectares, e
detentor do terceiro maior rebanho bovino do País. Destaca-se,
também, na produção nacional de milho, soja, ovos, batata, tomate
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outras hortaliças,
frutas
e algodão.
A
grande novidade são as possibilidades que se abrem para Minas e o
Brasil, à medida que o Estado passa a aproveitar melhor as
potencialidades do setor, fazendo do agronegócio um aliado mais
forte ainda no equilíbrio de sua balança comercial e de suas
contas internas. |
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Para
melhor compreender a posição mineira nas atividades agropecuária e
florestal, basta lembrar como se deu o processo de ocupação do
território brasileiro e conseqüente exploração de seu patrimônio
natural. No Brasil Colônia, todos sabemos, prevaleceu, em Minas, a
extração de seus valiosos recursos minerais, não só pela elevada
ocorrência no subsolo mineiro, mas pela sua distância dos portos, o
que dificultava investimentos na produção de alimentos para o
abastecimento da Europa. A localização de Minas, hoje um diferencial
competitivo, já foi um empecilho para o desenvolvimento das atividades
agropecuárias e, assim, cultivos e criações introduzidas pelos
colonizadores buscaram, num primeiro momento, os estados litorâneos.
Só quando a atividade agropecuária foi chegando ao interior
brasileiro, pela necessidade da maior oferta de alimentos,
comprovaram-se as vantagens comparativas e competitivas de Minas
Gerais, diretamente relacionadas às condições de clima e de solo mais
adequadas para determinadas espécies animais e vegetais e à
versatilidade do agricultor mineiro. O que resultou, por exemplo, no
sucesso da cafeicultura, que bem se adaptou às condições montanhosas e
de clima do Estado, da pecuária de leite e de corte, e dos grãos, que
se espraiam pela mais nova fronteira agrícola brasileira – a dos
cerrados –, que começa por Minas. Diversas culturas de consumo
predominantemente interno também se adaptaram ao nosso clima e solo,
pela condição multifacetada do espaço rural mineiro e sua posição
geográfica hoje privilegiada, sobretudo em relação ao mercado interno.
Tudo isso, associado a investimentos em pesquisa agropecuária e
florestal e melhoria da infra-estrutura, contribuiu para fazer de
Minas grande e diversificado produtor agropecuário e contribuinte
estratégico para o abastecimento da população brasileira. Hoje, também
no aspecto sanitário, o Estado apresenta a vantagem de estar longe das
fronteiras com países cujo status sanitário é inferior ao do Brasil, o
que o torna atraente para grandes investimentos, como mostra o exemplo
da Sadia, em Uberlândia. Soma-se, assim, sua maior contribuição para
geração de divisas, que, no passado, restringia-se à exportação de
café, fundamental para criação do parque fabril brasileiro, já no
século XX, através do confisco cambial do café, uma indisfarçável e
potente forma de transferência de renda do setor primário para o setor
secundário da economia.
Ainda que Minas também tenha uma fração importante de seu território
localizada no semi-árido brasileiro, diferentemente do Nordeste, seus
solos são profundos, fazendo da irrigação a melhor tecnologia para
redução do risco climático para muitas culturas. A disponibilidade
hídrica e a topografia plana também garantem a Minas vantagens sobre
os estados do Nordeste e muitas outras regiões do mundo, onde a
agricultura irrigada não pode mais expandir-se, sobretudo pela baixa
disponibilidade de recursos hídricos e conseqüente conflito pelo uso
múltiplo da água, ali já instalado.
A vocação mineira para o agronegócio não se confina aos cultivos e
criações voltados para a provisão de alimentos, componentes de rações
para alimentação animal e fibras. A multiplicidade de condições
naturais responde pelo sucesso de uma nova atividade – a silvicultura,
cujas florestas plantadas ocupam terras pouco favoráveis à
agropecuária. Minas responde por mais de 30% da área plantada com
espécies florestais no Brasil, contribuindo para a preservação de mais
de 1,6 mil hectares de florestas nativas em todo o País, segundo
cálculos da Associação Brasileira de Florestas Plantadas. Só a
indústria de base florestal mineira contribui, anualmente, com R$ 387
milhões para a receita estadual, agregando R$ 3,8 bilhões em
exportações, além da geração de 150 mil empregos diretos e outros 600
mil indiretos.
Por tudo isso, não fora o hábito, impreciso, de medir-se o tamanho do
setor agropecuário brasileiro apenas pela produção de cereais e a
notória introversão dos mineiros, o agronegócio mineiro seria mais
adequadamente avaliado e melhor reconhecida sua importância para o
País e sua população. Daí a importância da diretriz do governo de
Minas Gerais que, ao investir num evento da dimensão da SuperAgro
Minas 2005, nada mais quer do que dar ao Estado o que lhe é de
direito. Ao criar uma vitrine, a maior de Minas Gerais para o
agronegócio, a Secretaria de Estado da Agricultura, juntamente com
parceiros como a Federação da Agricultura e Pecuária de Minas Gerais (Faemg),
cria condições para que, aproximando interesses, o Estado e os
mineiros possam usufruir as vantagens decorrentes de novos
investimentos no agronegócio e da abertura de mercados mais
promissores para os produtos “made in Minas”.
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A
França é aqui
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Parreiras de uvas das
variedades pinot noir e chardonnay começam a mudar a paisagem de
fazendas do Sul de Minas, que querem seguir a receita francesa que deu
charme, renda e fama ao país. Usadas na fabricação do famoso champanhe
e do espumante, elas começam a ser colhidas em escala comercial a
partir de 2007. O primeiro plantio foi feito em janeiro, em
Cordislândia, com o suporte da Empresa de Pesquisa Agropecuária de
Minas Gerais (Epamig), que terá, em 90 dias, sua fazenda experimental
de Caldas transformada no Centro Tecnológico Epamig Uva e Vinho. |
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A
tradição vitícola mineira, até então, não seria das mais elogiadas por
Baco, deus do vinho. No Estado, as uvas mais produzidas são de
videiras americanas, do tipo niágara ou bordô, usadas na produção de
bebidas de consumo corrente, ou seja, do famoso vinho de garrafão. Foi
a partir dos estudos da Epamig para introdução das variedades nobres
européias
em Minas que as melhores uvas para plantio em terras mineiras foram
selecionadas. E agora, com a parceria com a iniciativa privada, é que
a produção deve deslanchar.
Segundo Murillo Regina, o produtor rural interessado entra com as
terras e com o projeto. A Epamig presta a consultoria técnica nos dois
primeiros anos. E, por fim, a uva é vinificada no Centro Tecnológico
de Caldas, que serve “como uma base incubadora de empresas produtoras
de vinhos”. “A adega que montamos em Caldas serve como suporte do
Estado para validação do projeto do produtor”, observa o pesquisador.
Foi apenas com as novas possibilidades de engarrafar o vinho produzido
com as uvas nobres européias que o projeto mineiro começou a ganhar
corpo. Os trabalhos de parceria começaram em 2001, com uma fazenda de
Três Corações. Em 2004, vieram os projetos da Cooperativa Agrícola de
Pirapora e os outros foram promovidos em seguida. “Até então, o forte
era para o desenvolvimento do vinho fino tinto e branco. Agora
começamos com os tratos para os espumantes”, afirma Daniel Angelucci.
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Para
Murillo Regina, Minas tem tudo para se inserir no cenário nacional de
vinhos finos, o que inclui o mercado de espumantes. Ele acredita que
projetos envolvendo um tipo de vinho só, quando se fala no consumo
regional da bebida, é “arriscado”. Por isso é que nas propriedades
parceiras sempre há mais de três tipos de variedades de uvas. “O ideal
é respeitar as vocações regionais, mas dentro de uma gama mínima para
atender ao gosto de diversos clientes”, pondera Angelucci.
BOLHAS
Uvas próprias para
espumantes também são boas para os vinhos brancos finos. A diferença
está na fermentação. Os espumantes, segundo Angelucci, precisam de uma
segunda fermentação, feita através do método champenoise ou
tradicional (obtida diretamente nas garrafas), ou do método charmat
(obtida em autoclaves ou tanques que suportam maior pressão). “É essa
segunda fermentação que libera o gás carbônico responsável pelo
perlage que gera a espuma dos espumantes”, explica. Bolhas mais finas
e persistentes é que representam a maior qualidade dos espumantes. O
processo da segunda fermentação, motivado pelo acréscimo de
nutrientes, leveduras e açúcar na medida exata, nos vinhos de base,
demora cerca de um ano.
COMO É O PLANTIO
O plantio costuma ser feito após o inverno. A planta é perene e nas
épocas frias perde suas folhas, entre junho e julho. A poda deve ser
feita em agosto. A parreira brota em setembro e floresce em outubro.
Em dezembro é o início da maturação das uvas, e a colheita pode ser
feita nos períodos chuvosos de janeiro e fevereiro.
Para se formar um hectare de videiras, o investimento inicial varia de
R$ 30 mil a R$ 35 mil. O sistema de condução das videiras deve ser
feito em espaldeiras (tipo de cerca vertical).
A densidade para o plantio é de 2,5 mil a 3 mil mudas por hectare, em
espaçamentos de 2,5 m por 1,5 m.
É
mais indicado o plantio em solos de encosta, corrigidos, bem drenados
e voltados para o nascente.
A colheita é toda feita manualmente, quando o teor de açúcar chega a
variar entre 18 e 20 graus brix – medidos através de um refratrômetro
de campo, que dá a leitura direta da percentagem de sólidos/solúveis
existentes na uva. A colheita deve ser feita nas horas frescas do dia,
antes das 9h ou após as 17h.
A produção em Minas varia de 8 a 10 toneladas de uvas, por hectare,
por ano. E cada hectare pode produzir de 5 mil a 6 mil garrafas de 750
ml de vinho ou espumante.
Fonte: Epamig Caldas
Parreiras de
borbulhas
Pela primeira vez, Minas, com suporte da Epamig,
investe em variedades próprias para produção de espumantes de
qualidade
Na França, a produção de uvas próprias para
bebidas refrescantes e borbulhantes de alta qualidade deram
charme, renda e fama à região de Champagne. Em Minas, a mesma
receita está sendo seguida. Parreiras começam a mudar o cenário em
fazendas do Sul e de outras regiões do Estado. Entre as variedades
específicas de uvas para vinhos finos, destacam-se duas: a pinot
noir e a chardonnay, referências na fabricação do famoso
champanhe, chamado, no Brasil, de espumante. O primeiro plantio de
uvas para espumante em escala industrial foi feito em janeiro, em
Cordislândia, no Sul de Minas, |
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com o suporte da Empresa de Pesquisa Agropecuária de Minas Gerais
(Epamig). Em 2007, será feita a primeira colheita comercial
mineira das uvas próprias para espumante.
Em Cordislândia, as parreiras de pinot noir e chardonnay já estão
com dois metros de altura e enchem de orgulho o proprietário da
Fazenda do Porto, Luiz Roberto Porto. Dos 15 hectares de videiras
européias (60 mil mudas) plantados em suas terras com o objetivo
de diversificar a cultura e gerar renda na propriedade, cinco são
de variedades de uvas para espumantes. É o maior plantio já feito
em Minas, de acordo com o pesquisador em viticultura, Murillo de
Albuquerque Regina, da Epamig. |
“E
após a colheita terá a validação enológica com a produção dos
espumantes no Centro Tecnológico de Caldas”, afirma o pesquisador em
enologia da Epamig Caldas, Daniel Angelucci de Amorim, com mestrado em
fruticultura e especialização em enologia, na França e na Espanha.
No
projeto e no plantio das videiras, Luiz Porto já investiu cerca de R$
400 mil. Mas ele aposta que consegue recuperar o investimento em três
anos, após a primeira colheita, prevista para 2007. “Também vou fazer
a adega e tudo o que for preciso para produzir o espumante”, adianta.
Ele conheceu o projeto da Epamig de Caldas, quando fez uma visita ao
Sul do País já para sondar a produção de uvas para vinhos finos. Como
o café e a laranja, duas das culturas que explora, no ano passado não
estavam dando um bom retorno, resolveu apostar nas uvas.
Além da Fazenda do Porto, em Cordislândia, uvas para vinhos finos e
espumantes estão sendo plantadas em Andradas, Três Corações,
Andrelândia, Diamantina, João Pinheiro, Pirapora e na região do
Projeto Jaíba. A princípio, as fazendas não fazem o plantio de apenas
um tipo de uva. “Tentamos desenvolver pólos vitícolas”, afirma Murillo
Regina, que tem mestrado e doutorado em viticultura, além de
pós-doutorado em produção de mudas de videiras, feitos na França.
Dessa forma, após o plantio, a investigação da condição climática,
aliada à variedade da uva e à técnica usada para fazer o vinho, conduz
ao melhor aproveitamento da região mineira e à descoberta de sua
vocação. “Foi assim que Champagne, na França, se transformou na
principal produtora de espumantes do mundo”, observa.
Depois de determinada a vocação da região é que é criado o chamado “terroir”,
que em francês representa o efeito das condições do local em que a uva
é plantada na qualidade de um produto e determina sua originalidade.
“Em Minas, ainda não há produção de uvas para espumantes em escala
industrial”, observa Regina. “Mas já temos indicativos para a
possibilidade de produção de bons espumantes finos no Estado”, afirma,
baseando-se no comportamento das parreiras de chardonnay e de pinot
noir plantadas na fazenda experimental de Caldas.
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Fazendas britânicas
têm vagas
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Universitários estrangeiros
trabalham na colheita e aperfeiçoam o inglês em programa do
governo |
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Colher frutas, flores ou
legumes em fazendas da Inglaterra ou da Escócia pode ser uma boa
oportunidade para que estudantes brasileiros pratiquem o inglês,
conheçam outras culturas e possam até juntar um pouco de dinheiro.
Todos os anos, o governo britânico oferece 25 mil vagas para que
universitários de vários países trabalhem em fazendas do Reino Unido.
Para o Brasil, são 500 vagas, para homens e mulheres. Este ano será o
segundo que brasileiros vão trabalhar em fazendas.
“Participei desse programa em 1996 e acredito que seja importante a
pessoa saber trabalhar em grupo e viver sem frescuras”, afirma Marcelo
Toledo, um dos responsáveis pelo programa no Brasil. Ele informa que
são mais de 30 fazendas com autorização para contratar estrangeiros.
Conhecer jovens de todo o mundo, exercitar o inglês e voltar com uma
boa quantia em dinheiro são algumas das vantagens. “O prazo mínimo
para trabalhar é de seis meses. Há fazendas que oferecem aulas de
inglês ao estrangeiro”, acrescenta Toledo.
O estudante brasileiro recebe aproximadamente 4 libras (cerca de R$
20) por hora trabalhada, além de dividir uma casa, dentro da fazenda,
com outras quatro pessoas. O trabalho não é fácil. O estrangeiro pode
trabalhar até 12 horas por dia, de segunda a sábado, sob o Sol do
verão inglês. “Acordava às 6h, tomava café na cozinha comunitária.
Meia-hora depois, meu grupo partia em direção ao lugar da colheita.
Todo o morango que colhia colocava em caixas que seriam recolhidas só
às 17h. Nesse momento, as pessoas decidiam se queriam continuar
trabalhando para ganhar um extra ou não”, lembra.
TAXAS
Inicialmente, o candidato paga a taxa
de R$ 750 e, após o envio do visto de trabalho, mais R$ 750. Mas esses
valores variam de agência para agência. A passagem também é por conta
do estudante. “Se ele não for selecionado para a temporada vigente,
pode escolher entre se inscrever em outro programa ou esperar o
próximo ano. Caso contrário, pode solicitar o reembolso de 90% da
taxa”, diz.
Francisco Freire, de 26 anos, já gastou R$ 3 mil e aguarda apenas a
chegada do visto. “Essa é a minha segunda viagem para a Inglaterra,
porém nunca trabalhei em fazendas. Pretendo ficar um ano e meio e
juntar cerca de R$ 50 mil para comprar um apartamento no Brasil”, diz
confiante. Informações:
(11) 4817-0040 ou pelo e-mail
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Fonte:
www.em.com.br
- Fotos e
matérias: Roberto Chaem/Letícia
Abras/Stanley Cunha/Graziela Reis/Maria Tereza Correia
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Site www.cener.com.br
recebe prêmio |
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O site de venda de sítios e
fazendas www.cener.com.br foi premiado
pelo site de webmasters BR Designer,
como um dos destaques na Internet. Agradecemos a você nosso visitante e cliente
pelo apoio que fazem de nossa empresa uma realidade. |
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