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   Violência zero
Estudo da Fundação João Pinheiro mostra que 24% dos municípios mineiros são ilhas de paz, onde crimes considerados violentos só chegam pelas ondas do rádio e da TV; Entre Rios está entre os municípios.
   

 Conforme pesquisa da Fundação João Pinheiro (FJP), 24% das cidades do Estado vivem em relativa paz, livres dos cinco delitos considerados violentos pelo Código Penal: homicídio, tentativa de homicídio, estupro, roubo e roubo à mão armada. Os dados referem-se às ocorrências registradas pela Polícia Militar apenas de abril a junho de 2004, mas, em vários locais, a tranqüilidade nas praças, comércios e moradias é um estado permanente.

 O “mapa da paz” engloba municípios de todas as regiões do Estado, a maioria com até 10 mil habitantes e um estilo de vida tipicamente rural. A economia, em geral, é sustentada pela pecuária e agricultura. O porte das cidades facilita a vigilância, que é feita tanto pela polícia quanto pelos próprios moradores. E a estrutura social, marcada por diferenças menos evidentes, contribui para que poucas pessoas se alistem no mundo do crime. O resultado é um histórico de delitos mais leves, como furtos ou brigas, que livra os moradores de obrigações como tentar se esconder atrás de cercas elétricas, contratar vigias e trancar a casa para se proteger dos bandidos.

 “O criminoso dos grandes centros, em geral, tem uma história de vida na rua. É a partir daí que se dá sua inserção no crime. As pequenas cidades, normalmente, conseguem levar serviços mínimos, como educação, saúde e emprego, à população, o que permite mais qualidade de vida”, explica o criminólogo Emerson Tardieu, da Fumec. Ele observa que, geralmente, Justiça e polícias trabalham com mais agilidade nesses locais, o que diminui a impunidade e torna a delinqüência menos atraente.

Outra vantagem, segundo o especialista, é a proximidade, tanto afetiva quanto geográfica, entre os moradores, que ajuda no conhecimento de condutas. “Todos sabem quem tem envolvimento com drogas ou o costume de praticar delitos. Assim, fica mais fácil monitorar, inibir e prender os bandidos”, esclarece ele.

 Paz na vizinhança de áreas inseguras

  O roteiro da paz não exclui nem cidades vizinhas a regiões de alta criminalidade. Menos de 60 quilômetros separam a tensão de BH das ruas e praças tranqüilas de Nova União. No município, onde trabalham apenas dois policiais civis e sequer existe carceragem, a única prisão em flagrante de 2004 foi a de um rapaz que levou panelas e cobertores de um acampamento.

 
  Em Entre Rios de Minas, cidade de 13 mil habitantes, na região Central do Estado, o último homicídio foi registrado há três anos. O cabo Kléber Gonçalves Marques, que há dez trabalha no 3º Pelotão da PM, só se lembra de um assalto, quando roubaram R$ 30 de um pedreiro, dentro do banco. Ele diz que, desde que chegou, a arma que leva na cintura serviu mais de peça decorativa: “Nunca precisei dar um tiro. Cacetete, só levantei para intimidar”.

Na cidade, a média de ocorrências atendidas pela PM é de três por dia. De todos os telefonemas, 50% são trotes e apenas 12% dão realmente trabalho aos 20 militares, que se dividem em quatro turnos. “A maioria dos casos, um psicólogo resolveria.
 
  Vívian sai para almoçar sem precisar fechar o depósito em que trabalha    
     
 

Funcionária de um depósito de material de construção, Vívian Resende, de 20, se permite até sair para almoçar, no andar superior, deixando a loja aberta. “Em seis anos, nunca entrou marginal”, diz.

Em geral, temos que resolver desavenças de vizinhos, resgatar bêbados e separar brigas de casais”, constata Marques.

 
       
  Não é por acaso que o vaqueiro Mário Malaquias Rodrigues, de 55, é tão despreparado para uma emergência. “O telefone da polícia? Agora, você me apertou. Na verdade, não convivo com esse povo. Aqui, entra delegado, sai delegado e eu nem fico sabendo”, justifica ele, dizendo que, desde que nasceu, nunca foi abordado por um ladrão.  
  Mário Rodrigues, com a vaca Maravilha, em Entre Rios, nem sabe o telefone da polícia

 Fábio Fabrini /Emmanuel Pinheiro - Estado de Minas


 

  Controle leiteiro na fazenda

Na pecuária moderna, uma ferramenta zootécnica de relevada importância é o controle leiteiro. Além de aferir a capacidade de produção de leite de uma vaca, serve, também, para estimativas de produtividade e seleção do rebanho.

 
   Passo-a-passo

Para um bom resultado com o controle leiteiro, uma rotina de passos deve ser seguida na propriedade:

1) Ao iniciar o controle leiteiro em um rebanho, recomenda-se controlar inicialmente apenas as vacas recém-paridas, ou seja, com mais de cinco e menos de 45 dias pós-parto, que serão controladas até o fim da lactação. Mensalmente, novas vacas recém-paridas entrarão no sistema e, ao final de um ano, todas as vacas já estarão sob o controle leiteiro;

2) O leite de cada vaca deve ser pesado mensalmente, utilizando-se balanças apropriadas;
 
       
 
  3) Todas as vacas devem ser identificadas utilizando-se, preferencialmente, brincos de orelha. Cada vaca deve ter ficha
individual de anotações;

4) As ordenhas devem ser completas, ou seja, retirar todo o leite possível, não deixando nada para o bezerro no caso de ordenhas com bezerro ao pé. Pesquisas mostram que o jejum de um dia por mês não prejudica nem interfere na
criação de bezerros;

5) O controle leiteiro deve ser feito em uma, duas ou três ordenhas diárias, conforme o sistema adotado na propriedade e em quaisquer dos casos recomenda-se fazer a esgota total na tarde anterior ao dia do
controle leiteiro;

6) Sempre que possível, coletar amostra individual de leite para determinação de gordura, proteína, lactose ou outro tipo de análise, como por exemplo, contagem de células somáticas;

7) Resultados de pesquisas em países de pecuária mais evoluída indicam que os rebanhos participantes de controle leiteiro oficial têm maior produtividade por vaca do que aqueles que não o executam, certamente devido à utilização das informações que esse instrumento zootécnico oferece.


Fonte: Embrapa – Centro Nacional de Pesquisa de Gado de Leite (CNPGL) - Médico veterinário Elmer Ferreira Luiz de Almeida, coordenador técnico de Bovinocultura da Emater-MG * E-mail: criacoes@emater.mg.gov.br
 
 

  Tempo bom para colheita de café

 A presença de uma massa de ar quente e seco sobre o Sudeste do Brasil impediu que a frente fria que atou no Sul do País na semana passada chegasse até Minas.

    Assim, as condições climáticas se caracterizaram por altas temperaturas e ausência de chuvas contínuas. Algumas pancadas de chuvas, no entanto, foram registradas no Sul de Minas, Zona da Mata e Rio Doce. Nas demais regiões, as precipitações ficaram abaixo do esperado, sendo que o Noroeste e Alto São Francisco foram as regiões mais afetadas pela falta de chuvas.

A associação das altas temperaturas, que chegaram a 36o C no Norte de Minas, com a ausência de chuvas, contribuiu para uma acentuada redução do nível de água no solo em praticamente todas as regiões, principalmente no Noroeste, onde os agricultores estão tendo que acionar com maior freqüência os sistemas de irrigação, para evitar o estresse hídrico.
 

Apesar disso, o nível de água nos reservatórios e mananciais da região encontra-se elevado devido ao grande volume de chuvas ocorrido em fevereiro e março.  Para os próximos dias, a meteorologia prevê que na maior parte do Estado o tempo vai permanecer entre nublado e parcialmente nublado, com continuidade da redução das chuvas, sendo que no Sul de Minas e Zona da Mata podem ocorrer pancadas de chuva, devido à elevação dos níveis de umidade do ar. As temperaturas devem apresentar ligeira elevação. As condições climáticas, principalmente a redução das chuvas, beneficiam as atividades de colheita do café, que já se iniciaram em algumas regiões do Estado.

 
           
 

 Feijão em alta
 

 
     O Informe Agropecuário Feijão de Alta Produtividade, publicado pela Empresa de Pesquisa Agropecuária de Minas Gerais (Epamig), reúne informações para quem deseja aumentar a produtividade e o lucro com a cultura. A publicação apresenta novas tecnologias e melhores técnicas de manejo da cultura, abordando todos os aspectos que envolvem o plantio de feijão no Estado. Indicado para grandes, médios e pequenos produtores, o Informe busca atender às necessidades do agricultor quanto à utilização das inovações surgidas para a cultura de feijão. A adoção de tecnologias oferecidas pela pesquisa garante maiores ganhos e melhores condições de trabalho para o produtor. Na publicação, estão reunidos artigos de vários pesquisadores da Epamig e de instituições de pesquisa e universidades do Brasil. Entre os assuntos, destacam-se o uso de sementes de qualidade, melhoramento genético, plantio direto, adubação, irrigação, controle de plantas daninhas, pragas e doenças.

O Informe Agropecuário custa R$ 12. Informações na Epamig - Serviço de Assinaturas (31) 3488-6688 ou pelo e-mail
publicacao@epamig.br

 

 
 

 Comida da terra - Dona Lucinha
                      Bolo de milho verde

 

         Ingredientes

4 espigas de milho verde
3 ovos
12 colheres (sopa) de flocos de milho
250g de açúcar
1/4 de litro de leite
1/4 de queijo-de-minas meia-cura
1 colher (sopa) de fermento em pó
1 pitada de sal
Erva-doce a gosto
Açúcar fino e canela em pó, o necessário
   
       
  Os segredos

Ralar o milho em ralo fino e reservar. Bater as claras em neve e reservar. Bater bem as gemas com o açúcar, juntar o leite, o sal, os flocos de milho, a erva-doce, o milho e misturar bem. Por último, adicionar o queijo e o fermento; mexer levemente. À parte, untar uma fôrma própria com manteiga. Polvilhar com flocos de milho e desprezar o excesso. Despejar toda a massa e levar ao forno quente para assar. Ao corar, retirar o bolo do forno, polvilhar com açúcar e canela e voltar ao forno para terminar o processo de assar. Em geral, o bolo de milho leva um pouco mais de tempo no forno que os de trigo. O tempo médio é de aproximadamente 40 minutos.
 
   

O potencial do agronegócio mineiro

         
  Não é novidade para ninguém que Minas Gerais tem tradição na agropecuária, atividade que vem ajudando o Estado a manter-se como o segundo exportador nacional. É o maior produtor nacional de café e leite, o principal estado reflorestador do Brasil, com área de 1,7 milhão de hectares, e detentor do terceiro maior rebanho bovino do País. Destaca-se, também, na produção nacional de milho, soja, ovos, batata, tomate e   outras hortaliças, frutas e   algodão. A grande novidade são as possibilidades que se abrem para Minas e o Brasil, à medida que o Estado passa a aproveitar melhor as potencialidades do setor, fazendo do agronegócio um aliado mais forte ainda no equilíbrio de sua balança comercial e de suas contas internas.  

 Para melhor compreender a posição mineira nas atividades agropecuária e florestal, basta lembrar como se deu o processo de ocupação do território brasileiro e conseqüente exploração de seu patrimônio natural. No Brasil Colônia, todos sabemos, prevaleceu, em Minas, a extração de seus valiosos recursos minerais, não só pela elevada ocorrência no subsolo mineiro, mas pela sua distância dos portos, o que dificultava investimentos na produção de alimentos para o abastecimento da Europa. A localização de Minas, hoje um diferencial competitivo, já foi um empecilho para o desenvolvimento das atividades agropecuárias e, assim, cultivos e criações introduzidas pelos colonizadores buscaram, num primeiro momento, os estados litorâneos.

Só quando a atividade agropecuária foi chegando ao interior brasileiro, pela necessidade da maior oferta de alimentos, comprovaram-se as vantagens comparativas e competitivas de Minas Gerais, diretamente relacionadas às condições de clima e de solo mais adequadas para determinadas espécies animais e vegetais e à versatilidade do agricultor mineiro. O que resultou, por exemplo, no sucesso da cafeicultura, que bem se adaptou às condições montanhosas e de clima do Estado, da pecuária de leite e de corte, e dos grãos, que se espraiam pela mais nova fronteira agrícola brasileira – a dos cerrados –, que começa por Minas. Diversas culturas de consumo predominantemente interno também se adaptaram ao nosso clima e solo, pela condição multifacetada do espaço rural mineiro e sua posição geográfica hoje privilegiada, sobretudo em relação ao mercado interno.

Tudo isso, associado a investimentos em pesquisa agropecuária e florestal e melhoria da infra-estrutura, contribuiu para fazer de Minas grande e diversificado produtor agropecuário e contribuinte estratégico para o abastecimento da população brasileira. Hoje, também no aspecto sanitário, o Estado apresenta a vantagem de estar longe das fronteiras com países cujo status sanitário é inferior ao do Brasil, o que o torna atraente para grandes investimentos, como mostra o exemplo da Sadia, em Uberlândia. Soma-se, assim, sua maior contribuição para geração de divisas, que, no passado, restringia-se à exportação de café, fundamental para criação do parque fabril brasileiro, já no século XX, através do confisco cambial do café, uma indisfarçável e potente forma de transferência de renda do setor primário para o setor secundário da economia.

Ainda que Minas também tenha uma fração importante de seu território localizada no semi-árido brasileiro, diferentemente do Nordeste, seus solos são profundos, fazendo da irrigação a melhor tecnologia para redução do risco climático para muitas culturas. A disponibilidade hídrica e a topografia plana também garantem a Minas vantagens sobre os estados do Nordeste e muitas outras regiões do mundo, onde a agricultura irrigada não pode mais expandir-se, sobretudo pela baixa disponibilidade de recursos hídricos e conseqüente conflito pelo uso múltiplo da água, ali já instalado.

A vocação mineira para o agronegócio não se confina aos cultivos e criações voltados para a provisão de alimentos, componentes de rações para alimentação animal e fibras. A multiplicidade de condições naturais responde pelo sucesso de uma nova atividade – a silvicultura, cujas florestas plantadas ocupam terras pouco favoráveis à agropecuária. Minas responde por mais de 30% da área plantada com espécies florestais no Brasil, contribuindo para a preservação de mais de 1,6 mil hectares de florestas nativas em todo o País, segundo cálculos da Associação Brasileira de Florestas Plantadas. Só a indústria de base florestal mineira contribui, anualmente, com R$ 387 milhões para a receita estadual, agregando R$ 3,8 bilhões em exportações, além da geração de 150 mil empregos diretos e outros 600 mil indiretos.

Por tudo isso, não fora o hábito, impreciso, de medir-se o tamanho do setor agropecuário brasileiro apenas pela produção de cereais e a notória introversão dos mineiros, o agronegócio mineiro seria mais adequadamente avaliado e melhor reconhecida sua importância para o País e sua população. Daí a importância da diretriz do governo de Minas Gerais que, ao investir num evento da dimensão da SuperAgro Minas 2005, nada mais quer do que dar ao Estado o que lhe é de direito. Ao criar uma vitrine, a maior de Minas Gerais para o agronegócio, a Secretaria de Estado da Agricultura, juntamente com parceiros como a Federação da Agricultura e Pecuária de Minas Gerais (Faemg), cria condições para que, aproximando interesses, o Estado e os mineiros possam usufruir as vantagens decorrentes de novos investimentos no agronegócio e da abertura de mercados mais promissores para os produtos “made in Minas”.

 

 

   A França é aqui

    Parreiras de uvas das variedades pinot noir e chardonnay começam a mudar a paisagem de fazendas do Sul de Minas, que querem seguir a receita francesa que deu charme, renda e fama ao país. Usadas na fabricação do famoso champanhe e do espumante, elas começam a ser colhidas em escala comercial a partir de 2007. O primeiro plantio foi feito em janeiro, em Cordislândia, com o suporte da Empresa de Pesquisa Agropecuária de Minas Gerais (Epamig), que terá, em 90 dias, sua fazenda experimental de Caldas transformada no Centro Tecnológico Epamig Uva e Vinho.  
           
    A tradição vitícola mineira, até então, não seria das mais elogiadas por Baco, deus do vinho. No Estado, as uvas mais produzidas são de videiras americanas, do tipo niágara ou bordô, usadas na produção de bebidas de consumo corrente, ou seja, do famoso vinho de garrafão. Foi a partir dos estudos da Epamig para introdução das variedades nobres européias em Minas que as melhores uvas para plantio em terras mineiras foram selecionadas. E agora, com a parceria com a iniciativa privada, é que a produção deve deslanchar.

Segundo Murillo Regina, o produtor rural interessado entra com as terras e com o projeto. A Epamig presta a consultoria técnica nos dois primeiros anos. E, por fim, a uva é vinificada no Centro Tecnológico de Caldas, que serve “como uma base incubadora de empresas produtoras de vinhos”. “A adega que montamos em Caldas serve como suporte do Estado para validação do projeto do produtor”, observa o pesquisador.

Foi apenas com as novas possibilidades de engarrafar o vinho produzido com as uvas nobres européias que o projeto mineiro começou a ganhar corpo. Os trabalhos de parceria começaram em 2001, com uma fazenda de Três Corações. Em 2004, vieram os projetos da Cooperativa Agrícola de Pirapora e os outros foram promovidos em seguida. “Até então, o forte era para o desenvolvimento do vinho fino tinto e branco. Agora começamos com os tratos para os espumantes”, afirma Daniel Angelucci.
   
     
   Para Murillo Regina, Minas tem tudo para se inserir no cenário nacional de vinhos finos, o que inclui o mercado de espumantes. Ele acredita que projetos envolvendo um tipo de vinho só, quando se fala no consumo regional da bebida, é “arriscado”. Por isso é que nas propriedades parceiras sempre há mais de três tipos de variedades de uvas. “O ideal é respeitar as vocações regionais, mas dentro de uma gama mínima para atender ao gosto de diversos clientes”, pondera Angelucci.

BOLHAS

Uvas próprias para espumantes também são boas para os vinhos brancos finos. A diferença está na fermentação. Os espumantes, segundo Angelucci, precisam de uma segunda fermentação, feita através do método champenoise ou tradicional (obtida diretamente nas garrafas), ou do método charmat (obtida em autoclaves ou tanques que suportam maior pressão). “É essa segunda fermentação que libera o gás carbônico responsável pelo perlage que gera a espuma dos espumantes”, explica. Bolhas mais finas e persistentes é que representam a maior qualidade dos espumantes. O processo da segunda fermentação, motivado pelo acréscimo de nutrientes, leveduras e açúcar na medida exata, nos vinhos de base, demora cerca de um ano.

COMO É O PLANTIO


O plantio costuma ser feito após o inverno. A planta é perene e nas épocas frias perde suas folhas, entre junho e julho. A poda deve ser feita em agosto. A parreira brota em setembro e floresce em outubro. Em dezembro é o início da maturação das uvas, e a colheita pode ser feita nos períodos chuvosos de janeiro e fevereiro.

Para se formar um hectare de videiras, o investimento inicial varia de R$ 30 mil a R$ 35 mil. O sistema de condução das videiras deve ser feito em espaldeiras (tipo de cerca vertical).

A densidade para o plantio é de 2,5 mil a 3 mil mudas por hectare, em espaçamentos de 2,5 m por 1,5 m.

É mais indicado o plantio em solos de encosta, corrigidos, bem drenados e voltados para o nascente.

A colheita é toda feita manualmente, quando o teor de açúcar chega a variar entre 18 e 20 graus brix – medidos através de um refratrômetro de campo, que dá a leitura direta da percentagem de sólidos/solúveis existentes na uva. A colheita deve ser feita nas horas frescas do dia, antes das 9h ou após as 17h.

A produção em Minas varia de 8 a 10 toneladas de uvas, por hectare, por ano. E cada hectare pode produzir de 5 mil a 6 mil garrafas de 750 ml de vinho ou espumante.

Fonte: Epamig Caldas

Parreiras de borbulhas

Pela primeira vez, Minas, com suporte da Epamig, investe em variedades próprias para produção de espumantes de qualidade

Na França, a produção de uvas próprias para bebidas refrescantes e borbulhantes de alta qualidade deram charme, renda e fama à região de Champagne. Em Minas, a mesma receita está sendo seguida. Parreiras começam a mudar o cenário em fazendas do Sul e de outras regiões do Estado. Entre as variedades específicas de uvas para vinhos finos, destacam-se duas: a pinot noir e a chardonnay, referências na fabricação do famoso champanhe, chamado, no Brasil, de espumante. O primeiro plantio de uvas para espumante em escala industrial foi feito em janeiro, em Cordislândia, no Sul de Minas,
    com o suporte da Empresa de Pesquisa Agropecuária de Minas Gerais (Epamig). Em 2007, será feita a primeira colheita comercial mineira das uvas próprias para espumante. Em Cordislândia, as parreiras de pinot noir e chardonnay já estão com dois metros de altura e enchem de orgulho o proprietário da Fazenda do Porto, Luiz Roberto Porto. Dos 15 hectares de videiras européias (60 mil mudas) plantados em suas terras com o objetivo de diversificar a cultura e gerar renda na propriedade, cinco são de variedades de uvas para espumantes. É o maior plantio já feito em Minas, de acordo com o pesquisador em viticultura, Murillo de Albuquerque Regina, da Epamig.

“E após a colheita terá a validação enológica com a produção dos espumantes no Centro Tecnológico de Caldas”, afirma o pesquisador em enologia da Epamig Caldas, Daniel Angelucci de Amorim, com mestrado em fruticultura e especialização em enologia, na França e na Espanha.

No projeto e no plantio das videiras, Luiz Porto já investiu cerca de R$ 400 mil. Mas ele aposta que consegue recuperar o investimento em três anos, após a primeira colheita, prevista para 2007. “Também vou fazer a adega e tudo o que for preciso para produzir o espumante”, adianta. Ele conheceu o projeto da Epamig de Caldas, quando fez uma visita ao Sul do País já para sondar a produção de uvas para vinhos finos. Como o café e a laranja, duas das culturas que explora, no ano passado não estavam dando um bom retorno, resolveu apostar nas uvas.

Além da Fazenda do Porto, em Cordislândia, uvas para vinhos finos e espumantes estão sendo plantadas em Andradas, Três Corações, Andrelândia, Diamantina, João Pinheiro, Pirapora e na região do Projeto Jaíba. A princípio, as fazendas não fazem o plantio de apenas um tipo de uva. “Tentamos desenvolver pólos vitícolas”, afirma Murillo Regina, que tem mestrado e doutorado em viticultura, além de pós-doutorado em produção de mudas de videiras, feitos na França. Dessa forma, após o plantio, a investigação da condição climática, aliada à variedade da uva e à técnica usada para fazer o vinho, conduz ao melhor aproveitamento da região mineira e à descoberta de sua vocação. “Foi assim que Champagne, na França, se transformou na principal produtora de espumantes do mundo”, observa.

Depois de determinada a vocação da região é que é criado o chamado “terroir”, que em francês representa o efeito das condições do local em que a uva é plantada na qualidade de um produto e determina sua originalidade. “Em Minas, ainda não há produção de uvas para espumantes em escala industrial”, observa Regina. “Mas já temos indicativos para a possibilidade de produção de bons espumantes finos no Estado”, afirma, baseando-se no comportamento das parreiras de chardonnay e de pinot noir plantadas na fazenda experimental de Caldas.


 

 

 
   Fazendas britânicas têm vagas
 
Universitários estrangeiros trabalham na colheita e aperfeiçoam o inglês em programa do governo

 

   Colher frutas, flores ou legumes em fazendas da Inglaterra ou da Escócia pode ser uma boa oportunidade para que estudantes brasileiros pratiquem o inglês, conheçam outras culturas e possam até juntar um pouco de dinheiro. Todos os anos, o governo britânico oferece 25 mil vagas para que universitários de vários países trabalhem em fazendas do Reino Unido. Para o Brasil, são 500 vagas, para homens e mulheres. Este ano será o segundo que brasileiros vão trabalhar em fazendas.

“Participei desse programa em 1996 e acredito que seja importante a pessoa saber trabalhar em grupo e viver sem frescuras”, afirma Marcelo Toledo, um dos responsáveis pelo programa no Brasil. Ele informa que são mais de 30 fazendas com autorização para contratar estrangeiros. Conhecer jovens de todo o mundo, exercitar o inglês e voltar com uma boa quantia em dinheiro são algumas das vantagens. “O prazo mínimo para trabalhar é de seis meses. Há fazendas que oferecem aulas de inglês ao estrangeiro”, acrescenta Toledo.

O estudante brasileiro recebe aproximadamente 4 libras (cerca de R$ 20) por hora trabalhada, além de dividir uma casa, dentro da fazenda, com outras quatro pessoas. O trabalho não é fácil. O estrangeiro pode trabalhar até 12 horas por dia, de segunda a sábado, sob o Sol do verão inglês. “Acordava às 6h, tomava café na cozinha comunitária. Meia-hora depois, meu grupo partia em direção ao lugar da colheita. Todo o morango que colhia colocava em caixas que seriam recolhidas só às 17h. Nesse momento, as pessoas decidiam se queriam continuar trabalhando para ganhar um extra ou não”, lembra.

TAXAS

Inicialmente, o candidato paga a taxa de R$ 750 e, após o envio do visto de trabalho, mais R$ 750. Mas esses valores variam de agência para agência. A passagem também é por conta do estudante. “Se ele não for selecionado para a temporada vigente, pode escolher entre se inscrever em outro programa ou esperar o próximo ano. Caso contrário, pode solicitar o reembolso de 90% da taxa”, diz.

Francisco Freire, de 26 anos, já gastou R$ 3 mil e aguarda apenas a chegada do visto. “Essa é a minha segunda viagem para a Inglaterra, porém nunca trabalhei em fazendas. Pretendo ficar um ano e meio e juntar cerca de R$ 50 mil para comprar um apartamento no Brasil”, diz confiante. Informações:
(11) 4817-0040 ou pelo e-mail

   Fonte: www.em.com.br - Fotos e matérias: Roberto Chaem/Letícia Abras/Stanley Cunha/Graziela Reis/Maria Tereza Correia


 
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