Conheça Entre Rios de Minas!

  A cidade de Entre Rios de Minas está localizada no Alto Paraopeba, atinge uma área de 470 km² e de acordo com o ultimo censo do IBGE possui 14.242 habitantes. A economia é baseada na agropecuária, sendo grande produtora de leite, milho e de uma cachaça artesanal muito famosa na região. O município é conhecido como berço do Cavalo Campolina e local aonde nasceu Santa Manoelina dos Coqueiros.  A atmosfera aconchegante de Entre Rios é proporcionada pelas ruas calmas com casarões conservados, além das lindas arquiteturas da Igreja Matriz de Nossa Senhora das Brotas que tem influências neogóticas, datada de 1928, e do belo prédio do Hospital Cassiano Campolina, construído em 1910.

 O município possui belezas naturais como cachoeiras e serras, e é um lugar propício para a prática de esportes ao ar livre como escalada, voô livre, mountain bike, trekking entre outros. Dentre os monumentos naturais destacam-se as cachoeiras do Gordo (18 km. da cidade), dos Faleiros (10 km. da cidade), Coqueiros (12 km. da cidade), do Diniz (12 km. da cidade), da mata (17 km. da cidade), além das serras do Camapuã e do Gambá (esta em sua maior parte fica no município vizinho de Jeceaba), que se destacam no relevo.

 A cidade apresenta uma grande cultura musical, com diversos talentos da terra. Atualmente a Prefeitura abraça o Projeto tocando em frente, com mais de 40 alunos das escolas rurais que emocionam a todos com sua orquestra de violões.  A Banda Nossa Senhora das Brotas também faz parte da tradição da cidade e participa da maior parte das comemorações no município. Ainda existem outros grupos como Coral da Cidade, Seresta Rios ao Luar e várias bandas jovens.

Entre Rios de Minas também é famosa pela Festa da Colheita, uma das principais da região. Uma comemoração tradicional, acontece sempre no mês de julho e faz menção aos agradecimentos pela colheita, existe há 54 anos. Além disso existem outros eventos que movimentam o municipío durante todo ano.

 

História

 Entre Rios de Minas tem origem no século XVII. Os primeiros moradores foram os portugueses Pedro Domingues e Bartolomeu Machado que, em 20 de dezembro de 1713 ganharam a carta de sesmaria concedida por Dom Brás Baltazar da Silveira para o local chamado “O Bromado, no caminho novo que vem da vila de São João del Rei para as Minas Gerais”. Eles construíram suas casas do lado direito do rio brumado. A casa de Pedro Domingues existiu na rua chamada dos Cruzeiros, até o ano de 1915 quando foi demolida. Já a residência de Bartolomeu Machado foi construída aonde hoje se encontra a Fazenda do Engenho, e foi ele que anos depois construiu a capela em homenagem a Nossa Senhora das Brotas. Aos arredores desta capela surgiu o povoado chamado inicialmente de “Bromado”, depois “Rio Acima”, “Brumado do campo” e “Brumado do Suaçuí” quando foi elevado a distrito de Conselheiro Lafaiete em 1832, e a município independente em 1875. Três anos depois foi modificado o nome da cidade para Entre Rios, por estar situada entre os rios Camapuã e Brumado. Em 1938 mudou-se a denominação da cidade para João Ribeiro e 1953 recebeu o nome atual de Entre Rios de Minas.

Apesar da idade como município, o primeiro batismo na capela de Nossa Senhora das Brotas filial até então da Matriz de Congonhas, está registrado pelo padre Semião Lopes Barbosa, com data de 18 de fevereiro de 1739. Em 1749, estava já constituída a Irmandade de Nossa Senhora do Rosário, na capela de Nossa Senhora das Brotas, pelo missionário frei Luís Maria de Fulgo. Entre as 32 paróquias criadas em Minas pelo decreto da Regência de 14 de julho de 1832, está a de Brumado, o que já indicava a existência de um povoado.

 Atualmente, como parte de sua memória histórica, o município preserva algumas fazendas coloniais; as ruínas de uma antiga Casa de Pedra, datada de 1701, atribuída à bandeira de Fernão Dias e potenciais sítios arqueológicos, decorrentes das tribos dos índios Cataguá que habitavam a região.

 

Berço do Cavalo Campolina

 Entre Rios de Minas é conhecida nacionalmente como “Berço do Cavalo Campolina”. Esta raça surgiu há mais de 140 anos, na fazenda do Tanque (a sede da fazenda ainda preserva um casarão construído no final do século XIX), após Cassiano Campolina ganhar uma égua de um amigo, chamada Medeia, e esta égua estava cruzada com um cavalo garanhão de Dom Pedro II. Deste cruzamento nasceu então o primeiro cavalo campolina, que foi batizado com o nome de Monarca, em homenagem ao imperador e Cassiano continuou com seus testes a fim de apurar a raça. Ao morrer, em 1904, Cassiano Campolina mediante testamento doou tudo o que tinha para a construção de um hospital com a finalidade então de atender todos os enfermos e necessitados da região. Então em 1910 foi construído o Hospital Cassiano Campolina, que até hoje atende toda a região.

 

Festa da Colheita

 Tradicionalmente acontece na cidade de Entre Rios de Minas a Festa da Colheita, geralmente no último final de semana de julho. A comemoração teve seu início há 60 anos, por iniciativa de Dom José Belvino, então pároco do município, para reunir os fiéis das capelas vizinhas e agradecer a Deus tudo o que foi concedido nas lavouras e na pecuária, pedir proteção divina, além de trazer a oferenda das nossas colheitas para Nossa Senhoras das Brotas, padroeira da cidade e oferecendo as pessoas mais carentes. Atualmente, a festa conta com shows de muita qualidade, exposição de animais, provas funcionais, concursos de marcha, rodeio internacional e é considerada uma das mais tradicionais festas da região. Além de manter viva a cultura e a memória, através da missa da colheita e do desfile de carros de boi e de animais pela cidade, juntamente com outras entidades e grupos do município. Este evento ocorre sempre no domingo, último dia de festa.

 

Santa Manoelina dos Coqueiros

 Na década de 30 a cidade sofreu com um surto de pessoas que, vindas de todas as partes do Brasil, buscavam chegar a comunidade dos Coqueiros em busca de um milagre que atendia por nome de Manoelina Maria de Jesus, uma moça simples, pobre, honesta, fervorosa e que vivia com o terço a mão cantando benditos, dizem que se alimentava apenas de vinho e água. Ela ficou nacionalmente por seus milagres, o que levava pessoas de todos os cantos do Brasil até Entre Rios em busca da moça.

 Quando tinha 16 anos, foi curada de uma tuberculose, segundo ela por um anjo que lhe avisou que deveria fazer caridade a todos que necessitassem. A partir daí começou a ajudar os outros, vestia-se de uma túnica azul comprida e um véu branco na cabeça e dormia em um catre de madeira, sem colchão nem roupa de cama.

 A fama milagrosa da santa foi destaque em importantes veículos de comunicação da época como a Revista “O Cruzeiro” e o Jornal “A Noite”, e a sua fama de santa foi se espalhando. Ela atendia as pessoas em um cômodo de terra batida, benzia água que era distribuía para as pessoas, rezava e pedia que rezassem, normalmente não receitava remédios.

 

FONTE: IBGE – Enciclopédia dos Municípios Brasileiros, V. XXV. Fotos: Google/Internet

 

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